quinta-feira, 26 de maio de 2011

A respeito do Cansaço ....

 É compreensível que haja dias em que você se sinta, realmente, muito cansado, levando-se em consideração a vida agitada, os compromissos exigentes e a multiplicidade dos seus afazeres. Nobre será você, caso consiga dar conta de tudo com entusiasmo, por poder ser útil à existência. Feliz você é porque dispõe de energia e saúde para essas realizações.
Contudo, na faixa do seu cansaço, evite seguir reclamando. Afinal, os seus amigos  apenas suportam a sua gentileza que apregoa o seu cansaço.
Recomendam as divinas leis a obediência à lei do repouso. Desse modo, caso esteja com as forças físicas em queda digna de atenção; ou se as suas capacidades psicológicas o ameaçam com sinais de pane, o caminho mais recomendável é o que o leva ao descanso ou aos cuidados profissionais compatíveis com a sua necessidade.
Perceba que a lamentação por cansaço não muda os quadros da sua vida.
Observe que quando você assume o mote do desgaste, costuma-se fazer repetitivo, impondo aos que o homenageiam com atenção algumas atitudes diante das suas lamúrias: ou concordam com você, para não desgostá-lo, ou silenciam, pensando no tempo que você joga fora, reclamando sem qualquer providência, ou se mostram indiferentes, porque nada podem fazer por você, ou se irritam e verbalizam o aborrecimento ou se afastam para não mais ouvir, porque ao reclamar em demasia você se torna inoportuno, excessivo, aborrecido.
Se o seu cansaço o preocupa, de fato, tome o caminho mais conveniente. Caso não possa fazê-lo por qualquer motivo, silencie, trabalhe e ore.

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